UMBIGO, A PARTE MAIS SENSÍVEL

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UMBIGO, A PARTE MAIS SENSÍVEL

Com tanta discussão acerca das coisas ligadas à política nacional, a batalha nas redes sociais se transforma num verdadeiro Cruzeiro X Atlético. As pessoas nem estão aí para verdade ou para justiça ou sei lá mais o quê de valores, que parecem terem ficado pendurados nos fios das redes elétricas, juntamente com as pipas que nem incomodam mais como antigamente, posto que os soltadores estão ocupados repassando mensagens prontas, que recebem e transferem logo sem ao menos ler ou perceber o conteúdo.
Conteúdo? Que porcaria é isso? Não importa; o mais importante é enviar primeiro, ser calouro em disseminar a postagem, seja correta ou não, seja útil ou não, seja ofensiva ou não. O negócio é satirizar a todos e esculhambar com tudo. Aquela velha história: perde-se o amigo, mas não perde a piada.
Sobretudo as porcarias que não servem para nada, a transferência de mensagens se tornou uma verdadeira corrida como se a vida fosse mudar em mandar primeiro a mensagem. Assim, a mesma mensagem às vezes chega trinta vezes em menos de um minuto. Pior é saber que a maioria desses maratonistas da informação estão em horário de trabalho, grande parte no serviço público, recebendo o nosso dinheiro como salário. Dura realidade!
Esta semana, as notícias andavam em baixa, mas com a prisão de Michel Temer, a coisa desandou de novo. É mensagem de brincadeira sem graça, é mensagem séria (poucas) e mensagens que nada têm a ver, mas a pessoa quer estar na onda.
Aí, a gente fica pensando: as pessoas que votaram na Dilma ridicularizam Michel Temer. Mas votaram nele, afinal ele era o vice na chapa. E as pessoas que votaram no Aécio Neves também comemoram a prisão do Temer.
Vejam bem o que escrevi: votaram no Aécio. E ainda colocaram no vidro do carro: “Não tenho culpa, eu votei no Aécio”. Como se votar no Aécio fosse uma lavagem das mãos. O senador tá atolado até o pescoço em denúncias e nem se pode bem entender como não teve problemas mais sérios até hoje. Ou tem o santo forte, ou há interesse em que ele continue por aí, gastando o dinheiro que ganhou JUSTAMENTE ao longo da carreira política.
Isso sem se falar naqueles que pensam que o fato de Bolsonaro ter sido eleito significa que seremos um país desenvolvido, com justiça social e com tudo dando certo. Tomara que dê, mas nosso problema está principalmente em nós, os eleitores, que ficam por aí se digladiando, comemorando prisão de Temer e pedindo soltura de Lula, enquanto os amigos do rei votam a reforma da previdência. Tomara que isso não seja mais um desvio de atenção do que realmente importa.
No caso de Sete Lagoas, ficam comemorando cassação de chapa mas com duas folhas de salários atrasadas. Doce ilusão de quem pensa que nossa geração verá um país nos trilhos! A estrada é longa, e ainda que Bolsonaro fosse um enviado de Deus para salvar a nação, isso demandaria tempo. Não se pode corrigir em meses o que vem errado desde o descobrimento, que a História nos diz ter sido em 1.500. Não se pode cobrar do novo presidente um acerto do que sempre esteve na contramão. Também não se pode a ele outorgar o direito de fazer o que bem entende em nome da justificativa de um voto. Pensemos na justiça e assim, de repente, seremos mais serenos.
Sei que é tarefa difícil, pois ninguém gosta ou desgosta  de Bolsonaro,  de Lula, de Dilma, de Temer ou de quem quer que seja; na verdade, o homus brailiensis parece ter sido projetado para gostar somente de si e do que está ao seu redor e detestar, pior, odiar o que está do outro lado. Muitos que saem por aí publicando em redes sociais, comemorando vitórias ou desgraças de gente da política, está apenas defendendo seus próprios interesses. Conheço gente que usava estrela do PT somente para provocar o chefe, mas que hoje defende Bolsonaro como se ele fosse um novo Messias. Por quê? A pessoa mudou? De repente não, apenas seus interesse que se modificaram. Às vezes nem mudou de vida, mas precisa compartilhar pensamentos de seus novos pares, sejam eles a família do cônjuge, novos colegas de profissão, quem sabe seus clientes, ou seus fornecedores. Enfim, somos todos mutantes.
Só há uma coisa que nunca muda: princípio! Conceitos podem mudar sempre. Agora, quer saber o verdadeiro lado de alguém? Converse com ele quando ele estiver espumando de raiva, aí o verdadeiro DNA aparece na hora.

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